Artigos · 29 de dezembro de 2015

O Valor do Eu Acredito

Rodrigo Brant

Pessoa saltando com força e determinação

EU ACREDITO...

que posso vencer, que o homem é cheio de capacidades, que a vida é boa, que construiremos um mundo melhor, que o ser humano é essencialmente bom, que seremos campeões da vida.

Acredito também que essa frase faz lembrar a emocionante conquista da Copa Libertadores em 2013 pelo Galo (Atlético-MG). Esse lema pode ensinar muito.

Acreditar faz diferença nas conquistas?

Independente de para qual time torce, nós, brasileiros — principalmente os mineiros que acompanharam de perto essa campanha — sabemos que existiu muito trabalho, dedicação e empenho do grupo alvinegro, mas o que definiu a vitória foi o: eu acredito!

Na nossa vida profissional e pessoal também é assim. Por mais que invista e trabalhe, caso não acredite no que faz, nada acontece. Você pode até chegar perto, mas não alcança os seus objetivos.

Conheço muitos atleticanos que tinham uma postura pessimista e que mudaram a maneira de enxergar o seu time. Realmente, passaram a acreditar que era possível — e foi. E será, sempre que se acreditar.

O mais interessante disso tudo é que alguém criou esse lema tão contagiante que contaminou a todos: a equipe, os torcedores e os não-torcedores.

Qual lema devemos criar para alcançarmos nossos desejos e transformá-los em realidade?

Qual é a sua postura em relação à vida? Você é pessimista, realista ou otimista? Sinceramente, é extremamente difícil encontrar alguém que só reclama da vida e enxerga o lado ruim em tudo que tenha vencido na vida.

Pode até existir algum pessimista que, na concepção de outras pessoas — e não na dele próprio — tenha conquistas invejáveis, mas o seu olhar direcionado não permite nem aproveitar um segundo sequer da vitória, pois tem que se preparar para o pior que certamente vai acontecer.

Será que alguém que não desfruta do êxito consegue acreditar na possibilidade de conseguir de novo? Nem preciso responder.

Os realistas são um caso à parte — acredito que muitos deles são pessimistas disfarçados. É fácil identificar alguém assim: basta perguntar o que acha de tal assunto.

Por exemplo, diga que vai sair do seu emprego para estudar para um concurso público e aguarde pela resposta. Vai ouvir frases do tipo: você vai trocar o certo pelo duvidoso? Só pode estar ficando louco! São muitos candidatos, não tem a menor chance.

E o pior: ele ainda vai se empenhar para convencê-lo de que tomou a decisão errada e deve manter sua vida como está.

Cuidado com esse tipo de pessoa — elas não acreditam nem nelas mesmas, quanto mais nos outros. Assim como o criador da campanha campeã, elas também têm um lema.

O pessimista e o realista acreditam no fracasso.

Caso tenha um sonho, fuja de quem tem fé na derrota. Corro o risco de ouvir de algum desses dois acima que quem sonha cai da cama. Não entre nessa também — antes de se transformar em meta, existia um sonho.

Tem uma música que diz: sonhar já é alguma coisa mais que não sonhar. Acredito nisso, mas para transformar isso em realidade é preciso muito trabalho, vontade, dedicação e empenho.

A união desses fatores com a fé na vitória foi o que fez o time campeão. Se você investir e acreditar, irá conseguir o que quer. Seja otimista.

Onde quer que esteja, acredite em você.

Eu acredito!

p.s: artigo publicado originalmente em dez/2013 na coluna Opinião do Jornal Estado de Minas.

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